segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A formação urbana de Pelotas


(por  Ivy Voloski e Larissa Mörschbächer)

Pelotas é uma cidade que possui antecedentes e formação urbana influenciados, principalmente, pela cultura portuguesa. Questões administrativas, de influências personalistas e mesmo de jogos de poder foram centrais na estruturação do que hoje é o Município de Pelotas.
O crescimento da cidade de Pelotas no período de 1860 a 1890 demonstrou-se pioneiro em diversos aspectos, devendo-se destacar a expansão da cidade, o aumento da população, o grande número de charqueadas que funcionavam simultaneamente e a participação de personalidades pelotenses em decisões no plano político estadual e nacional.
“Na história urbana do Brasil, a fundação de uma freguesia pressupunha a existência de um aglomerado populacional suficientemente desenvolvido. Mas não significa o surgimento de uma unidade administrativa que só era anunciada pela elevação em vila. Freguesia era um título de autonomia religiosa, pelo qual o povoado passava a dispor de uma igreja paroquial própria, quando atinge essa condição, em 1812, Pelotas desliga-se da freguesia e matriz de São Pedro, no Rio Grande, mas continua dependente, como povoado, de sua vila e câmara” (MAGALHÃES, p. 24, 1993). O autor Mario Osório Magalhães afirma no trecho acima, retirado de seu livro “Opulência e Cultura na Província de São Pedro do Sul: um estudo sobre a história de Pelotas (1860-1890)”, que esse é o primeiro fator fundamental da ocupação urbana de Pelotas.  A partir desse momento inicia-se um debate sobre qual seria a melhor localização para a igreja, onde a partir de qual o restante da cidade iria organizando-se – centro, praça, melhores casas, administração.


A partir disso iniciam-se uma série de entraves políticos a respeito da constituição da cidade de Pelotas, definidos, muitas vezes, em termos econômicos.
É importante destacar que analisar a história é fundamental para que se tenha uma percepção mais clara da organização do espaço urbano. Dessa forma, não percebe-se o meio físico meramente como uma página em branco onde o arquiteto dispõe livremente e idealmente as construções civis necessárias, mas sim como um espaço já marcado e delineado por relações entre as pessoas – estruturas sociais existentes.

Referência: 
MAGALHÃES, Mário Osorio. Opulência e Cultura na Província de São Pedro do Sul: um estudo sobre a história de Pelotas (1860-1890). Pelotas: Editora da UFPEL, 1993.
Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pelotas, acessado em 26 de setembro de 2011.
read more


Periferias... 


(por Jonhara R. Fagundes e Rute Ricken de Medeiros)

...não só o que não é central, muitas vezes o que não é ideal


Poluição, ausência ou falta de qualidade na distribuição de recursos básicos. As periferias visitadas pela turma, como tantas outras, esbanjam informação, na quantidade de animais, casas, lixo, quinquilharias; e, apesar de tudo isso revelar incrível harmonia em fotografias – talvez mais interessante do que a imagem de um prédio qualquer no centro da cidade – o fato é que grande parte das periferias brasileiras é mal habitada, como estudamos e presenciamos, infelizmente uma realidade comum.
No caso específico de Pelotas, o canal São Gonçalo, por exemplo, que se localiza em uma das áreas mais baixas da cidade, se encontra rodeado por moradias que não respeitam a distância mínima até os leitos e conseqüentemente sofrem com enchentes, alem disso essas pessoas convivem com o lixo que se acumula no canal e com o risco freqüente de acidentes, considerando a falta de segurança e a necessidade de revitalização da área, que tem potencial para se tornar um ótimo espaço de lazer para a comunidade.


As periferias são verdadeiras, complexas e paradóxicas obras de arte a céu aberto, máquinas de criar reações, muitas vezes de indiferença, mas muitas vezes de espanto, ou por ver beleza, ou a falta dela. Depende dos olhos de quem vê.
A composição é uma só, os efeitos variados, mas o fato é que a arquitetura e urbanismo das periferias brasileiras merece atenção, não internacional, para que favelas se tornem inspiração para projetos habitacionais, onde o que era vergonhoso e se tentava esconder passa a se tornar mais interessante, mas sim de pessoas que façam a diferença. E arquitetos e urbanistas estão ressaltados nesse grupo.

A cidade é um organismo vivo, enquanto houver gente pisando nela, ela viverá, e se transformará a cada instante. Existe todo tipo de gente. Existe todo tipo de lugar. Isso não deve mudar, mas “todo tipo de lugar deve ser mais humanamente habitável”. Nos dias de hoje, em que teoricamente todos têm direito a voto, trabalho, comida, é necessário que na prática todos tenham direito à cidadania, à humanidade, à condições decentes de moradia, à arquitetura e urbanismo.

para mais:
read more

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Hortas Urbanas Orgânicas



read more

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Água para vazar a vida
Já dizia Djavan em um trecho da música Água:
“Água pra encher
Água pra mancharÁgua pra vazar a vidaÁgua pra reterÁgua pra arrasarÁgua na minha comidaÁguaAguaceiroAguadouroÁgua que limpa o couroOu até mata”
Muito se fala na importância dos recursos hídricos enfatiza-se a sua conservação, porém pouco se age, falta atitude. O volume total da água existente na Terra (cerca de 70%) não está se reduzindo, porque não há perda no ciclo de evaporação e precipitação; o que se caracteriza escassez de água potável é o excesso de poluição.
Como Djavan recita “Água pra vazar a vida”, não existe possibilidade de vida sem água, todos os seres vivos desde os mais simples, microscópicos, aos mais complexos como o Ser humano necessitam da água. Cabe a cada pessoa usar de seu conhecimento para conservá-la.
O Arquiteto urbanista tem um grande desafio, pois deve acrescentar em seus projetos métodos sustentáveis garantindo uma maior economia e preservação ambiental. Assim, à medida que aumentam as necessidades os profissionais buscam outros métodos. No caso da Arquitetura novos materiais surgirão, a água passa a ser protagonista de um projeto, muito além de uma simples piscina ou instalação de uma caixa d’ água; e sim utilizada no resfriamento de paredes, aproveitamento da água da chuva, fachadas com vegetação, grandes aberturas, pavimento permeável além de outras táticas.
Logo, o arquiteto tem papel fundamental pensando na sustentabilidade de seus projetos, garantindo “água pra encher/água pra manchar (...)”.
Por Thamara Brugnhago Vitalino
read more
Ponte Internacional Barão de Mauá
A Ponte Internacional Barão de Mauá é uma ponte sobre o rio Jaguarão, na fronteira entre o Brasil e o Uruguai. Foi construída entre 1927 e 1930. A ponte liga as cidades de Jaguarão, no lado brasileiro, e Rio Branco, no lado uruguaio. A ponte possui 340 metros de comprimento e 13 de largura. Seu nome foi uma homenagem a Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá, pela atuação como agente financeiro entre os dois países. 
A histórica Ponte Mauá, não foi construída pelo Império brasileiro. Sua construção foi o pagamento de uma dívida assumida no século XIX. Naquele tempo, o general argentino Juan Manuel de Rosas ameaçava a liberdade do recém emancipado Uruguai. Para auxiliar o país amigo, vários empréstimos foram concedidos por D. Pedro II. O Uruguai salvou-se, mas, em compensação, devia cinco milhões de pesos, em 1919, ao Brasil. Para acertar as contas, as duas nações fecharam o “Tratado da Dívida”. Após três anos de obra, a dívida virou ponte.

Giovana de Matos Bandeira
read more

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ponte Internacional Barão de Mauá

A Ponte Internacional Barão de Mauá é uma ponte sobre o rio Jaguarão, na fronteira entre o Brasil e o Uruguai. Foi construída entre 1927 e 1930. A ponte liga as cidades de Jaguarão, no lado brasileiro, e Rio Branco, no lado uruguaio. A ponte possui 340 metros de comprimento e 13 de largura. Seu nome foi uma homenagem a Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá, pela atuação como agente financeiro entre os dois países.
A histórica Ponte Mauá, não foi construída pelo Império brasileiro. Sua construção foi o pagamento de uma dívida assumida no século XIX. Naquele tempo, o general argentino Juan Manuel de Rosas ameaçava a liberdade do recém emancipado Uruguai. Para auxiliar o país amigo, vários empréstimos foram concedidos por D. Pedro II. O Uruguai salvou-se, mas, em compensação, devia cinco milhões de pesos, em 1919, ao Brasil. Para acertar as contas, as duas nações fecharam o “Tratado da Dívida”. Após três anos de obra, a dívida virou ponte.


Giovana de Matos Bandeira
read more

quarta-feira, 6 de julho de 2011

DA PESCA..



Queria que você fosse um dia
Na praia bonita onde vamo pescar
Tenho certeza que você gostaria
Das nossas cabanas, dos serviços de lá
Temo chefe que é bom camarada
E a turma unida para brincar

O nosso samba bem ritmado
E também entoado com o barulho do mar
Ai quanta saudade...
A jangadinha anda no mar se dirijando
O remador com força vai remando
No verde mar que não tem fim
Lá na Z3 é assim.

Autor: Pedro João Constantino




A Colônia de Pescadores São Pedro é o segundo distrito do município de Pelotas, no Estado do Rio Grande do Sul. Situa-se as margens da Laguna dos Patos e caracteriza-se, como o próprio nome indica, pela atividade pesqueira como principal recurso econômico. Possui, atualmente, 5000 habitantes. A Colônia de Pescadores São Pedro tem, pela área que ocupa em relação à Laguna dos Patos, a denominação de Colônia Z-3. Foi fundada em 29 de junho de 1921, data em que aqui moravam 40 famílias que viviam exclusivamente da pesca. Na Colônia Z-3, temos a Escola Municipal de Ensino Fundamental Almirante Raphael Brusque, que atende alunos do pré-escolar à oitava série, inicialmente mantida pelos moradores, sendo, mais tarde, entregue à Prefeitura Municipal. Em 5 de março de 1929, foi fundada pelo então Prefeito Ildo Meneghetti.


Oberdan
read more
Blogger Template by Clairvo