segunda-feira, 26 de setembro de 2011

MUROS=SEGREGAÇÃO


Alunos: Alan Freitas e Melina Monks da Silveira

Ao longo de todo o tempo, a segregação da sociedade sempre ocorreu, a separação da classe média, daqueles com uma renda muito inferior sempre esteve presente em todas as cidades. A diferenciação de bairros, e o tipo de pessoas que ali convivem esclarecem que a segregação é uma forma que a sociedade encontrou para se viver.
Um dos grandes problemas dessa segregação são os muros que separam pessoas de diferentes classes sociais. Na cidade de pelotas isso pode ser observado ao lado do campus universitário da UFPEL (Universidade Federal de Pelotas), onde um murro tentar barra a visão de quem chega ao campus o outra lado da cidade, um bairro chamado Ambrósio Perret com casas simples, ruas não asfaltadas e dificuldades no transporte público são as principais diversidade que fazem desse bairro alvo de segregação por um órgão federal.
Quando a UFPel apresentou o projeto para implementação de um campus universitário nessa região, se tinha o objetivo de revitalizar o bairro, para que ele pudesse se integrar com o novo espaço que estaria a ocupar um antigo frigorifico ao lado do bairro. Com o argumento que a área precisava de ações sociais e também ocupar uma construção que estava abandonada, a universidade lançou o Projeto Vizinhança, em 2011, propondo ações para os problemas em que a região do bairro Porto e seu entorno sofrem. A ocupação da Universidade na massa falida do Anglo criou uma série de expectativas nos moradores do bairro e também do Bairro Perret e da Balsa. Assim, a Universidade propõe em seu projeto:
Neste sentido, a iniciativa da universidade parte da necessidade de aglutinar várias áreas de conhecimento que possam contribuir com respostas sociais dirigidas a problemas complexos relacionados a organização dos espaços urbanos, a qualidade de vida, a saúde, a educação, a arte, aos esportes, a prevenção a violência, direitos humanos, a mediação de conflitos, ao patrimônio cultural, a memória social desta comunidade, aos processos de organização comunitária, a geração de trabalho e renda, ao meio ambiente, entre outros, constituindo boas práticas na comunidade. (APRESENTAÇÃO PROJETO VIZINHANÇA UFPEL, ABRIL 2011)
Contudo pode se notar pela foto a seguir que isso não ocorreu, um muro tenta barrar a visão de quem frequenta a Universidade, ocultando o Bairro Perret e seus problemas, gerando uma exclusão daqueles que ali convivem, contrariando aquilo que foi proposto no Projeto Vizinhança. 



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Periferia Urbana

(por Ana Carolina Marcon Zago, Maria Luiza Rigon Borsa e Renata Peters Ardizzone)

Todas as cidades ao longo dos anos foram crescendo de uma forma rápida, com isso, a um grande numero de imigrantes para as metrópoles. Porém, nem todos acabam conseguindo emprego ou uma renda salarial mínima para uma condição de vida decente. Assim, acabam surgindo as periferias, com famílias de renda baixíssima em locais, na sua maioria, inadequados para moradias.  Um exemplo é o Rio de Janeiro, que na época do urbanismo moderno era considerado “moderno” moradias em terrenos planos, fazendo com que parte dos morros do Rio, fossem abaixo. Os que sobraram, acabaram, na sua maioria, ocupados por essas pessoas, surgindo, assim, às favelas.


Podemos ver, em todas as cidades, a formação dessas moradias. Em Pelotas, a maior parte da área que acabou sendo ocupada foi no entorno da cidade, longe do centro.  Onde a poluição é excessiva, há falta de esgoto e luz em grande parte.
Podemos ver nessa foto o grande contraste entre a favela que fica nos arredores, e o centro da cidade de Pelotas logo atrás. Uma casa, mal construida, um barraco na verdade, contruido ao lado do esgoto da cidade, onde, uma pessoa que tenha condições não moraria ali. Acaba sendo uma falta de humanidade das pessoas, e ninguém faz nada a respeito disso, nem as pessoas para tentar ajudar, nem o governo para tentar dar moradia descente para todos.

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Periferia e suas dificuladades


Ao visitarmos  centro e periferia da cidade de  Pelotas, nos deparamos com uma diversidade enorme de situações, algumas profundamente antagônicas, como o  completo abandono das periferias e   tentativas constantes de  planejamento do centro da cidade.
É sabido da dificuldade de planejamento urbano, no que diz respeito a conciliação entre centro e periferia, pois há a tendência de a periferia sempre ficar com a parte mais problemática da cidade, como fábricas que poluem, aeroportos barulhentos, aterros sanitários, depósitos de lixo perigosos,plantas industriais de produtos tóxicos e outras atividades de risco.
 “A  ocupação ilegal de áreas ambientalmente frágeis, traz   pesados efeitos em termos de degradação dos recursos hídricos  do solo, das condições de saúde e dão origem a um conflito sócio-ambiental  de grandes proporções. De um lado estão os interesses de famílias menos abastadas, que moram em pequenos casebres onde investiram suas economias enquanto eram ignoradas pelo poderes públicos e que lutam contra processos judiciais para retirá-los do local . Do outro lado, está o poder público que com interesses em torno da preservação  e recuperação de mananciais e corpos d ‘água”.



 Para que isso não ocorra, é necessário que haja fiscalização no que diz respeito à áreas protegidas ambientalmente nas margens dos rios e canais , para que não aconteça a apropriação dessas áreas, tornando muito difícil a retirada das famílias já instaladas no local. É necessária também a construção de loteamentos para famílias de baixíssima renda,  para que fiquem acomodadas em local com o mínimo de estrutura de esgotos e com dignidade.
Vale  lembrar que, apesar  das poucas condições de sobrevivência, as pessoas da periferia de Pelotas ainda preocupam-se com a estética de suas residências, tentando de alguma maneira torná-las mais agradáveis visualmente. Notamos que a criatividade dessas pessoas é enorme no que diz respeito a  utilização de materiais diversos, como garrafas pet, latas de alimentos, lonas e outros materiais não utilizados em construções comuns, o que seria um desafio de projeto para qualquer engenheiro ou arquiteto.    

*A parte do texto entre aspas é das professoraras da UFMG, Heloísa Soares de Moura Costa e  Tânia Moreira Braga  no X Seminário sobre a Economia Mineira em 2002. 
Carolina Alves  
Maria Cristina Schuch                                                                                                                                                                                                                                                                         
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A formação urbana de Pelotas


(por  Ivy Voloski e Larissa Mörschbächer)

Pelotas é uma cidade que possui antecedentes e formação urbana influenciados, principalmente, pela cultura portuguesa. Questões administrativas, de influências personalistas e mesmo de jogos de poder foram centrais na estruturação do que hoje é o Município de Pelotas.
O crescimento da cidade de Pelotas no período de 1860 a 1890 demonstrou-se pioneiro em diversos aspectos, devendo-se destacar a expansão da cidade, o aumento da população, o grande número de charqueadas que funcionavam simultaneamente e a participação de personalidades pelotenses em decisões no plano político estadual e nacional.
“Na história urbana do Brasil, a fundação de uma freguesia pressupunha a existência de um aglomerado populacional suficientemente desenvolvido. Mas não significa o surgimento de uma unidade administrativa que só era anunciada pela elevação em vila. Freguesia era um título de autonomia religiosa, pelo qual o povoado passava a dispor de uma igreja paroquial própria, quando atinge essa condição, em 1812, Pelotas desliga-se da freguesia e matriz de São Pedro, no Rio Grande, mas continua dependente, como povoado, de sua vila e câmara” (MAGALHÃES, p. 24, 1993). O autor Mario Osório Magalhães afirma no trecho acima, retirado de seu livro “Opulência e Cultura na Província de São Pedro do Sul: um estudo sobre a história de Pelotas (1860-1890)”, que esse é o primeiro fator fundamental da ocupação urbana de Pelotas.  A partir desse momento inicia-se um debate sobre qual seria a melhor localização para a igreja, onde a partir de qual o restante da cidade iria organizando-se – centro, praça, melhores casas, administração.


A partir disso iniciam-se uma série de entraves políticos a respeito da constituição da cidade de Pelotas, definidos, muitas vezes, em termos econômicos.
É importante destacar que analisar a história é fundamental para que se tenha uma percepção mais clara da organização do espaço urbano. Dessa forma, não percebe-se o meio físico meramente como uma página em branco onde o arquiteto dispõe livremente e idealmente as construções civis necessárias, mas sim como um espaço já marcado e delineado por relações entre as pessoas – estruturas sociais existentes.

Referência: 
MAGALHÃES, Mário Osorio. Opulência e Cultura na Província de São Pedro do Sul: um estudo sobre a história de Pelotas (1860-1890). Pelotas: Editora da UFPEL, 1993.
Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pelotas, acessado em 26 de setembro de 2011.
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Periferias... 


(por Jonhara R. Fagundes e Rute Ricken de Medeiros)

...não só o que não é central, muitas vezes o que não é ideal


Poluição, ausência ou falta de qualidade na distribuição de recursos básicos. As periferias visitadas pela turma, como tantas outras, esbanjam informação, na quantidade de animais, casas, lixo, quinquilharias; e, apesar de tudo isso revelar incrível harmonia em fotografias – talvez mais interessante do que a imagem de um prédio qualquer no centro da cidade – o fato é que grande parte das periferias brasileiras é mal habitada, como estudamos e presenciamos, infelizmente uma realidade comum.
No caso específico de Pelotas, o canal São Gonçalo, por exemplo, que se localiza em uma das áreas mais baixas da cidade, se encontra rodeado por moradias que não respeitam a distância mínima até os leitos e conseqüentemente sofrem com enchentes, alem disso essas pessoas convivem com o lixo que se acumula no canal e com o risco freqüente de acidentes, considerando a falta de segurança e a necessidade de revitalização da área, que tem potencial para se tornar um ótimo espaço de lazer para a comunidade.


As periferias são verdadeiras, complexas e paradóxicas obras de arte a céu aberto, máquinas de criar reações, muitas vezes de indiferença, mas muitas vezes de espanto, ou por ver beleza, ou a falta dela. Depende dos olhos de quem vê.
A composição é uma só, os efeitos variados, mas o fato é que a arquitetura e urbanismo das periferias brasileiras merece atenção, não internacional, para que favelas se tornem inspiração para projetos habitacionais, onde o que era vergonhoso e se tentava esconder passa a se tornar mais interessante, mas sim de pessoas que façam a diferença. E arquitetos e urbanistas estão ressaltados nesse grupo.

A cidade é um organismo vivo, enquanto houver gente pisando nela, ela viverá, e se transformará a cada instante. Existe todo tipo de gente. Existe todo tipo de lugar. Isso não deve mudar, mas “todo tipo de lugar deve ser mais humanamente habitável”. Nos dias de hoje, em que teoricamente todos têm direito a voto, trabalho, comida, é necessário que na prática todos tenham direito à cidadania, à humanidade, à condições decentes de moradia, à arquitetura e urbanismo.

para mais:
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Hortas Urbanas Orgânicas



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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Água para vazar a vida
Já dizia Djavan em um trecho da música Água:
“Água pra encher
Água pra mancharÁgua pra vazar a vidaÁgua pra reterÁgua pra arrasarÁgua na minha comidaÁguaAguaceiroAguadouroÁgua que limpa o couroOu até mata”
Muito se fala na importância dos recursos hídricos enfatiza-se a sua conservação, porém pouco se age, falta atitude. O volume total da água existente na Terra (cerca de 70%) não está se reduzindo, porque não há perda no ciclo de evaporação e precipitação; o que se caracteriza escassez de água potável é o excesso de poluição.
Como Djavan recita “Água pra vazar a vida”, não existe possibilidade de vida sem água, todos os seres vivos desde os mais simples, microscópicos, aos mais complexos como o Ser humano necessitam da água. Cabe a cada pessoa usar de seu conhecimento para conservá-la.
O Arquiteto urbanista tem um grande desafio, pois deve acrescentar em seus projetos métodos sustentáveis garantindo uma maior economia e preservação ambiental. Assim, à medida que aumentam as necessidades os profissionais buscam outros métodos. No caso da Arquitetura novos materiais surgirão, a água passa a ser protagonista de um projeto, muito além de uma simples piscina ou instalação de uma caixa d’ água; e sim utilizada no resfriamento de paredes, aproveitamento da água da chuva, fachadas com vegetação, grandes aberturas, pavimento permeável além de outras táticas.
Logo, o arquiteto tem papel fundamental pensando na sustentabilidade de seus projetos, garantindo “água pra encher/água pra manchar (...)”.
Por Thamara Brugnhago Vitalino
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