quarta-feira, 13 de julho de 2011

Água para vazar a vida
Já dizia Djavan em um trecho da música Água:
“Água pra encher
Água pra mancharÁgua pra vazar a vidaÁgua pra reterÁgua pra arrasarÁgua na minha comidaÁguaAguaceiroAguadouroÁgua que limpa o couroOu até mata”
Muito se fala na importância dos recursos hídricos enfatiza-se a sua conservação, porém pouco se age, falta atitude. O volume total da água existente na Terra (cerca de 70%) não está se reduzindo, porque não há perda no ciclo de evaporação e precipitação; o que se caracteriza escassez de água potável é o excesso de poluição.
Como Djavan recita “Água pra vazar a vida”, não existe possibilidade de vida sem água, todos os seres vivos desde os mais simples, microscópicos, aos mais complexos como o Ser humano necessitam da água. Cabe a cada pessoa usar de seu conhecimento para conservá-la.
O Arquiteto urbanista tem um grande desafio, pois deve acrescentar em seus projetos métodos sustentáveis garantindo uma maior economia e preservação ambiental. Assim, à medida que aumentam as necessidades os profissionais buscam outros métodos. No caso da Arquitetura novos materiais surgirão, a água passa a ser protagonista de um projeto, muito além de uma simples piscina ou instalação de uma caixa d’ água; e sim utilizada no resfriamento de paredes, aproveitamento da água da chuva, fachadas com vegetação, grandes aberturas, pavimento permeável além de outras táticas.
Logo, o arquiteto tem papel fundamental pensando na sustentabilidade de seus projetos, garantindo “água pra encher/água pra manchar (...)”.
Por Thamara Brugnhago Vitalino
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Ponte Internacional Barão de Mauá
A Ponte Internacional Barão de Mauá é uma ponte sobre o rio Jaguarão, na fronteira entre o Brasil e o Uruguai. Foi construída entre 1927 e 1930. A ponte liga as cidades de Jaguarão, no lado brasileiro, e Rio Branco, no lado uruguaio. A ponte possui 340 metros de comprimento e 13 de largura. Seu nome foi uma homenagem a Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá, pela atuação como agente financeiro entre os dois países. 
A histórica Ponte Mauá, não foi construída pelo Império brasileiro. Sua construção foi o pagamento de uma dívida assumida no século XIX. Naquele tempo, o general argentino Juan Manuel de Rosas ameaçava a liberdade do recém emancipado Uruguai. Para auxiliar o país amigo, vários empréstimos foram concedidos por D. Pedro II. O Uruguai salvou-se, mas, em compensação, devia cinco milhões de pesos, em 1919, ao Brasil. Para acertar as contas, as duas nações fecharam o “Tratado da Dívida”. Após três anos de obra, a dívida virou ponte.

Giovana de Matos Bandeira
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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ponte Internacional Barão de Mauá

A Ponte Internacional Barão de Mauá é uma ponte sobre o rio Jaguarão, na fronteira entre o Brasil e o Uruguai. Foi construída entre 1927 e 1930. A ponte liga as cidades de Jaguarão, no lado brasileiro, e Rio Branco, no lado uruguaio. A ponte possui 340 metros de comprimento e 13 de largura. Seu nome foi uma homenagem a Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá, pela atuação como agente financeiro entre os dois países.
A histórica Ponte Mauá, não foi construída pelo Império brasileiro. Sua construção foi o pagamento de uma dívida assumida no século XIX. Naquele tempo, o general argentino Juan Manuel de Rosas ameaçava a liberdade do recém emancipado Uruguai. Para auxiliar o país amigo, vários empréstimos foram concedidos por D. Pedro II. O Uruguai salvou-se, mas, em compensação, devia cinco milhões de pesos, em 1919, ao Brasil. Para acertar as contas, as duas nações fecharam o “Tratado da Dívida”. Após três anos de obra, a dívida virou ponte.


Giovana de Matos Bandeira
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

DA PESCA..



Queria que você fosse um dia
Na praia bonita onde vamo pescar
Tenho certeza que você gostaria
Das nossas cabanas, dos serviços de lá
Temo chefe que é bom camarada
E a turma unida para brincar

O nosso samba bem ritmado
E também entoado com o barulho do mar
Ai quanta saudade...
A jangadinha anda no mar se dirijando
O remador com força vai remando
No verde mar que não tem fim
Lá na Z3 é assim.

Autor: Pedro João Constantino




A Colônia de Pescadores São Pedro é o segundo distrito do município de Pelotas, no Estado do Rio Grande do Sul. Situa-se as margens da Laguna dos Patos e caracteriza-se, como o próprio nome indica, pela atividade pesqueira como principal recurso econômico. Possui, atualmente, 5000 habitantes. A Colônia de Pescadores São Pedro tem, pela área que ocupa em relação à Laguna dos Patos, a denominação de Colônia Z-3. Foi fundada em 29 de junho de 1921, data em que aqui moravam 40 famílias que viviam exclusivamente da pesca. Na Colônia Z-3, temos a Escola Municipal de Ensino Fundamental Almirante Raphael Brusque, que atende alunos do pré-escolar à oitava série, inicialmente mantida pelos moradores, sendo, mais tarde, entregue à Prefeitura Municipal. Em 5 de março de 1929, foi fundada pelo então Prefeito Ildo Meneghetti.


Oberdan
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Colônia de Pescadores Z3.
A Colônia de Pescadores Z3, também conhecida por Colônia de São Pedro é um distrito, uma aldeia de pescadores do município de Pelotas, no Estado do Rio Grande do Sul. Situa-se as margens da Laguna dos Patos, próxima a Praia do Laranjal e é caracterizada, como o próprio nome indica, pela atividade pesqueira como principal recurso econômico.
Foi fundada nos meados do século XX , quando poucas pessoas ali habitavam e viviam exclusivamente da pesca artesanal, que é o tipo de pesca que se caracteriza essencialmente pela mão de obra familiar, com embarcações de pequeno porte como canoas e jangadas, ou até mesmo pescando com as mãos. Até hoje a pesca é a o principal mantenedor dos pescadores e suas famílias, que os proporcionam os precarios alimento, vestimenta, moradia, e a esperança de que um dia a maré os traga um futuro.










                                                                                                                     

Laisy Vizotto
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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Teoria II - na Prática uma nova visão da Teoria


Aula, encontro, THAUII...
Como o combinado no início dos encontros, prefiro chamar assim, porque aula é um termo muito rígido, prosaico e não reflete a liberdade que tivemos ao falar, pensar e sentir, nessa disciplina surpreendente que pudemos desfrutar ao longo do semestre.
Resolvi compartilhar no blog um resumo dos nossos encontros, antes mesmo deles começarem, surgiu na caixa de entrada da turma um e-mail, falando do blog, do canal no youtube e do twitter de teoria dois, começava neste momento a apresentação da disciplina, um cuidado, ao meu ver, pois nesse momento a curiosidade de todos foi aguçada e surgia a expectativa do que iria acontecer nas segundas-feiras pela manhã. No primeiro encontro, o professor Maurício Polidori, explanou sobre a disciplina, sobre os próximos encontros e saídas de campo, elas teriam várias escalas, da macro a micro.
A primeira saída de campo, teve como ponto de partida Catedral São Francisco de Paula. Dela seguimos até o canal da argolo, com explicações sobre a formação da cidade, o relevo, o desenho das ruas, a arquitetura, o aumento da cidade...
A segunda saída de campo foi para a Colônia Maciel, onde tivemos o prazer de sermos recebidos, por Marco Gottinari e esposa, descendo do ônibus foi possível sentir o clima acolhedor daquele ambiente, ao entrarmos e nos acomodarmos sentados em círculo na sala da casa, o Marco tocou violão, falou sobre a história do lugar, o novo estilo de vida que foi adotado por eles, o sistema de cultivo da terra chamado agrofloresta, que pudemos conhecer durante a trilha que fizemos no local, depois do almoço – vegetariano, de primeira qualidade,  desfrutamos das cachoeiras do lugar, que junto com o heike coletivo, renovaram as nossas energias.

Na saída que fizemos a periferia, além dos percalços ocasionados pelo caminho ruim, e do ônibus ter estragado, o cheiro forte do esgoto...
A aula das pizzas, que surgiu a partir da saída de campo e do texto ''Espaço Intra Urbano no Brasil", do Villaça, que serviram como maquete e janta.
Bairros, visita ao condomínio Las Acácias, Barro Duro que tem o desenho parecido com planta de Washington, a colônia de pescadores Z3, onde as ruas não têm desenho certo, as casas dão forma a rua, não são respeitados alinhamentos, as ruas são sinuosas, livres, surgem conforme a necessidade dos moradores.
 Barro Duro, Pelotas/RS.
Washington, DC.
Visita intermunicipal, a cidade escolhida foi Jaguarão, onde ruas inteiras são tomabadas como patrimônio histórico, diferente de Pelotas, onde são tombados alguns casarões, a economia gira em torno da pecuária e do turismo de compras, pelo fato de ser fronteira com o Uruguai. Lá visitamos as ruínas da enfermaria militar, que no fim de tarde, trouxe um pouco do que foi aquela cidade fronteiriça...





As aulas também contam com bibliografia, uma das últimas estudadas foi o texto da Sônia Barrios, chamado “Produção do Espaço”, após a discussão desse texto chegamos a conclusão que a maioria das decisões de projeto de espaço urbano, cultural, termina em um Y. Nessa bifurcação, se escolhe, reproduzir o que existe ou inovar, foi isso que teoria dois me ofereceu durante o semestre, inovação, desconstrução de idéias pré-existentes, sensação, poder sentir o ambiente estudado, conviver com pessoas diferentes, diferentes estilos, o vegetariano que vive em harmonia com a natureza, o pescador, a vila de pescadores, o cheiro da periferia, sentir o vento, o chão, o gosto, permitir-se tocar pelo ambiente que nos cerca, pelas pessoas que são parte dele, sair do ambiente fechado e dar voz ao ambiente que existe fora da nossa rotina.
Dar voz aos nossos pensamentos, tirar as amarras, liberdade é a definição de Teoria de Arquitetura e Urbanismo II.
Vanessa Peres Martins
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ILHA DAS FLORES




Humano 1. Do homem ou a ele relativo.2. Bondoso, benfazejo, compassivo.

Pobreza 1. Estado ou qualidade de pobre. 2. Falta do necessário à vida; escassez, indigência, penúria.

Desigualdade 1 Condição, estado, qualidade daquele ou daquilo que é desigual; diferença, diversidade. 2 Inconstância, variação, volubilidade. 3 Distinção. 4 Injustiça, parcialidade. 5 Aspereza, escabrosidade.
           Produzido em 1989, com direção de Jorge Furtado, Ilha das Flores é um dos curtas-metragens mais importantes da categoria nas últimas décadas devido a sua simples e objetiva didática de ideias. A utilização de um título que se contradiz a realidade exposta no documentário se faz presente como ferramenta de sensibilização do expectador, não só pela referência ao ambiente de extrema pobreza e desigualdade social, como também pela contextualização da situação a qual se refere. 
Ao longo do texto narrado, o autor nos remete a uma reflexão ao apresentar informações com a intenção de igualar os seres humanos a partir do momento em que se faz uma ligação entre palavras que denotam a raça humana. No entanto, no decorrer do vídeo o que se faz presente é o desigual tratamento entre os iguais no momento em que se classificam os próprios seres humanos como seres inferiores a porcos.
Por mais que este documentário tenha sido produzido no final da década de 80, não é difícil perceber que a seleta classificação dos seres humanos pela sua situação social perante a sociedade continua como se o tempo não tivesse passado. Por mais que a sociedade já esteja “acostumada” a ver esse tipo de tratamento entre os “iguais”, a ausência de soluções concretas contribui para a não resolução do quadro. É entendível o por quê da citação “Deus não existe” no inicio do curta.  Ora, se somos todos iguais em imagem e semelhança, em essência e forma, em cor e linguagem, o que faz com que restos de alimentos de porcos sejam o alimento de seres humanos? O comodismo e a falta de iniciativa de uma população inteira nos leva a crer que mesmo que o tempo passe e mesmo que tecnologias sejam criadas, incentivos educacionais sejam passados de pai para filho, as imagens exibidas no documentário serão compatíveis às disparidades da realidade atual.
Enquanto o mundo não olhar para si mesmo e para o próximo com racionalidade e compaixão, será essa imagem de seres humanos vivendo a mínguas que será vista, discutida, refletida e IGUAL como sempre foi.




 Bruna Rabaiolli
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