quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O grafite e a identidade da cidade


Tornou-se rotineiro observar ao longo das ruas das cidades fachadas grafitadas. Apesar de em muitos lugares sofrerem grande preconceito esta é a forma de expressão artística mais atual que há. Muitas pessoas ainda não sabem interpreta-las, o que é uma pena, pois o grafite cria a identidade da cidade, pois representa a realidade de diversos grupos sociais, no que se diz a ideologias e tribos urbanas. O grafite proveio das regiões mais oprimidas e carentes das cidades, e continua sendo mais presentes nestas.
“Acho bem interessante o grafite, porque ele é uma vertente bem voltada daquele lado mais oprimido, sabe, onde eles tentam colocar a sua realidade em forma de arte, e ela se altera e arte não pode não para ficar parada, porque ela não tem dono, ela é de todos”  Paulo Pirassolo, artista plástico.
Ao lado do grafite esta o ato de pixar que também é uma bárbara forma de expressão, apesar de degradar vários ambientes urbanos e ser um ato de vandalismo, esta é riquíssima em conteúdo político, por ser uma forte critica a sociedade este  quebra a o paradigma da estética limpa que é empregada atualmente e mostra a vontade de alterar uma realidade.
Estas formas expressões mostram a que a cidade não é composta de poucos modelos de cidadãos, mas sim de uma pluralidade, que vão compor a diversidade como um todo em então definir como a cidade se organiza, comporta e cresce. 

Por Ivan Ribeiro Kuhlhoff
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Templo das Águas: um local perfeito para manter o equilíbrio entre o homem e a natureza. Localizado na Colônia Maciel, nas proximidades de Morro Redondo, o Templo das Águas é procurado por pessoas que querem manter um contato com a natureza ou querem conhecer essa localidade, suas cachoeiras, casa centenária e, obviamente, seus administradores que vivem de uma forma diferente, mas que inspiram mudança na vida de quem os conhece. Mais do que a paisagem, o que chama atenção é o carinho com que Marco e Marta Gottinari cuidam de suas plantas, da saúde e do meio ambiente. O banheiro seco, a alimentação, as crenças, a forma de falar, nos apresentam uma nova forma de vida, ao que parece muito saudável e prazerosa. Arte, poesia e musica estão presentes no cotidiano da família que divide com os visitantes mais do que sua propriedade: Os Gottinari oferecem uma oportunidade de convívio harmonioso entre o homem e o cosmo.

Por Luiza Coelho Quintana
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Centro, por Luiza

Pelotas, hoje conhecida como a cidade do doce, foi a sede das grandes Charqueadas que movimentaram a economia do Rio Grande do Sul. Em 1813, após a doação de uma sesmaria, inicio-se a construção da Catedral São Francisco de Paula. Em 1835, com a eclusão da Revolução Farroupilha, devido ao elevado preço do sal utilizado como conservante para o charque, foi interrompida a construção da catedral. Em meados do século XIX ela já apresentava a fachada atual. Por sua construção ter prolongado por tantos anos, apresenta hoje várias influências arquitetônicas. Atualmente, a Catedral é um dos pontos turísticos mais visitados de Pelotas, e é um lugar perfeito para quem gosta de história, contemplar antigas construções, ruas estreitas, canaletes e imaginar como viviam os primeiros habitantes dessa cidade, que em 2012, completará 200 anos de emancipação.


Por Luiza Coelho Quintana.
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Periferia, por Luiza


No dia 29 de setembro, como saída de campo, fomos à periferia de Pelotas, na área do Porto, próximo à faculdade. Um dos fatos que chamaram a atenção foram as precárias condições em que os moradores daquele local se encontram. A baixa renda da população, a desorganização do espaço, a falta de higiene são fatos constantes no local. Casas com estrutura precária, em sua grande maioria feita de madeira, com grandes vãos por onde entram o vento e a chuva; casas pequenas e, em grande parte, com várias crianças convivendo com animais parecem buscar solução para amenizar a sensação da temperatura ainda baixa. Cachorros e porcos convivendo com as pessoas, talvez, com igual condição de higiene. Banhados nos fundos das casas são também responsáveis pela morte de algumas crianças que aprendem a se locomover sozinhas. Tudo isso me fez repensar o papel do Arquiteto e Urbanista e mais do que isso, me fez repensar o meu papel como cidadã e futura arquiteta. Se os profissionais se importassem mais com aquelas áreas, tão próximas do centro, onde a grande maioria prefere trabalhar, tudo poderia ser diferente. Se os políticos, que aquelas pessoas faziam propagandas com tanto fervor, colocando adesivos e bandeirinhas à frente de sua moradia, voltassem seu olhar à periferia, essa realidade também poderia mudar. Resta-nos, divulgar essa idéia, assumindo a responsabilidade de urbanistas, planejando nossas cidades visando mais do que estética: funcionalidade. As oportunidades nos serão dadas e as ferramentas também. Não devemos nos fixar às ambições pessoais, devemos projetar para que a cidade se desenvolva de forma ordenada e que todos seus habitantes tenham, pelo menos, condições de viver com dignidade.
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Lugar de lixo é no lixo. Será?



Lugar de lixo é no lixo. Será?

            Nem sempre o lixo que produzimos é destinado a lugares com este fim.
            Algumas vezes, encontram-se sacos e mais sacos de lixo jogados na beira dos rios. As maiores consequências disso são: morte de peixes, contaminação da água e enchentes.
            Outro problema grave é a destruição da mata ciliar. Sem ela, o rio alarga-se e torna-se mais raso, acarretando mudanças nos habitat de alguns animais. Além disso, como não há vegetação própria para segurar a terra, o rio retira minerais presentes nesse solo, deixando-o improdutivo com o tempo.
            Todo esse espaço citado é objeto de estudo de vários profissionais, dentre eles, do arquiteto e urbanista. Com isso, devemos manipulá-lo no sentido de revitalizarmos esse ambiente e, quem sabe, projetarmos um parque com ciclovias, trilhas, espaços de lazer para a população. Assim, esta irá apreciar e cuidar do local.


Por Cynthia Zeni Refosco.
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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ser


Ser

Distancie-se
Crie coragem e voe longe
Desfrute da beleza, do ar puro, da vontade...
A vontade de viver, de respirar, de simplesmente contemplar
A água, o ar, a terra...o fogo...
Alimentar a força que existe dentro de você
Transmitir o inexplicável
Absorver o fantástico
Desejar o improvável
Sentir...
A temperatura das águas, a luz que bate na pele
A areia que escorre entre os dedos
Cantarolar com os pássaros
Entender a magia
Saber o caminho
Correr para a fonte
Querer tudo e ao mesmo tempo nada
Deitar na pedra
Ouvir o vento
Dançar sem medo...
Viver...nunca só
Mover-se pela força maior
Ao lado da Magnífica
Natureza....

Tatiane Ballerini Fernandes 09/11/2010
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domingo, 7 de novembro de 2010

Ocupações Irregulares, por Tanara Britto


Ocupações irregulares
 
A expansão urbana atual ocorre de duas maneiras distintas para as zonas periféricas das cidades: por meio de loteamentos regulares ou por meio de invasões de terras públicas e privadas. 
As invasões normalmente ocorrem em áreas não valorizadas pelo mercado imobiliário, já que na maioria das vezes não há nehuma iniciativa para limitar esse tipo de ocupação. Essas áreas, muitas vezes, estão situadas a beira de córregos, área de proteção de mananciais, áreas de alagamento e outras regíões que apresentam fragilidade ambiental. 
O que acontece à beira do canal de São Gonçalo em Pelotas  é um retrato desse tipo de ocupação irregular. Ali encontramos residências extremamente precárias e nenhuma estrutura básica para que a habitação se faça possivel. Esse tipo de situação expõe os moradores da região aos mais diversos riscos, assim como expõe a área a uma maior degradação ambiental. 
Fica claro ao observar o fenômeno habitacional que ocorre na região que algo precisa ser pensado e elaborado para melhorar a qualidade de vida da população que ali reside e para que as agressões ao ambiente natural cessem. 
 
"A formulação de um problema é, muitas vezes, mais importante que uma resolução, a qual depende simplesmente de uma habilidade matemática ou experimental. Fazer novas perguntas e considerar novas possibilidades para enfocar velhos problemas através de um novo ângulo exige imaginação criadora e indica o verdadeiro progresso da ciência".

Einstein 


Referência:
 
 
 
Tanara Fernandes de Britto
 
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